METROBUS DA REGIÃO DE LEIRIA: A TRANSPARÊNCIA NÃO PODE FICAR PELO CAMINHO
A notícia publicada pelo ECO, no passado dia 3 de maio de 2026, e da qual apenas agora tivemos conhecimento, dando conta de que o estudo do projeto Metrobus da Região de Leiria seria remetido ao Governo até ao final desse mês, levanta sérias preocupações quanto à transparência e ao escrutínio democrático de um dos mais importantes projetos de mobilidade alguma vez equacionados para a nossa região.
Estamos perante um investimento estruturante, com impacto na mobilidade, no ordenamento do território, na habitação, no ambiente e no desenvolvimento económico durante as próximas décadas. Um projeto desta dimensão exige transparência, participação e um amplo debate público.
Contudo, segundo as informações divulgadas, o estudo elaborado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria será remetido ao Governo sem que o seu conteúdo tenha sido apresentado e discutido publicamente. Desconhecem-se os critérios técnicos que sustentam as opções tomadas, as alternativas avaliadas, os custos previstos, a procura estimada e os impactos económicos, ambientais e urbanísticos da solução proposta.
É incompreensível que um processo desta importância decorra sem envolver os cidadãos, as empresas, as instituições, as associações representativas e os eleitos locais. As grandes opções estratégicas para a Região de Leiria não podem ser decididas sem um verdadeiro escrutínio público.
A Iniciativa Liberal Leiria defendeu nas últimas eleições autárquicas uma visão ambiciosa para a mobilidade da região, baseada num Metro Ligeiro de Superfície capaz de ligar a futura estação de Alta Velocidade na Barosa ao centro de Leiria e, numa fase posterior, estender-se à Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós, Pombal e Ourém, criando uma verdadeira rede regional de transporte público estruturante.
Independentemente da solução tecnológica que venha a ser adotada — Metro Ligeiro ou Metrobus — o que está hoje em causa é o método. Projetos desta dimensão não podem ser preparados em gabinete e remetidos ao Governo sem que as populações conheçam os estudos que os sustentam e tenham oportunidade de participar na discussão.
Os Núcleos Territoriais da Iniciativa Liberal da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria apelam, por isso, à divulgação integral do estudo elaborado pela CIMRL, à realização de sessões públicas de apresentação e de esclarecimento em todos os municípios abrangidos e à abertura de um processo de participação pública antes de qualquer decisão definitiva.
A Região de Leiria merece um sistema de mobilidade moderno e sustentável. Mas merece igualmente instituições transparentes, abertas ao escrutínio democrático e capazes de envolver os cidadãos nas decisões que irão moldar o futuro do território.
A mobilidade do século XXI constrói-se com visão estratégica, rigor técnico e transparência democrática.
Os Núcleos Territoriais da Iniciativa Liberal da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria:
Núcleo Territorial de Batalha
Núcleo Territorial de Leiria
Núcleo Territorial de Marinha Grande
Núcleo Territorial de Pombal
Núcleo Territorial de Porto de Mós

